O que as pessoas vão pensar da sua atitude?

A preocupação central de muitas pessoas é: “o que as pessoas vão pensar se eu fizer tal coisa?” e essa frase é tão repetida que so de escrevê-la aqui já me traz ao pensamento a imagem de várias pessoas dizendo-a. Na mídia também ela é frequente, me recordo de a ter visto várias vezes em telenovelas. Nesse sentido a arte está imitando a vida, mais especificamente a vida mental das pessoas.

A preocupação com a opinião alheia é um tipo muito negativo de preocupação porque em geral acaba inibindo muitas iniciativas boas e pode até se tornar um problema na vida de alguém. Se você se interessou por esse texto provavelmente você já ouviu muito essa pergunta, “o que as pessoas vão pensar se você fizer (isso ou aquilo)?”. Nessa pergunta a preocupação com a opinião alheia está explícita, mas ela acontece também de forma mais sutil em falas do tipo: “se fizermos tal coisa, vão ficar com raiva de nós.” Ou “se fizermos isso podemos ter problemas…”

Em nossa mente pensamentos desse tipo funcionam de forma diferenciada, aparecem como uma pergunta, mas são na verdade, uma afirmação, uma afirmação de que seremos mal avaliados pelos outros… e aí vai o primeiro ponto importante nesse artigo: apesar de parecer que estamos pensando nas pessoas quanto temos esse tipo de preocupação, na verdade nós estamos pensando em nós mesmos, se as nossas ações nos farão ser bem vistos pelos demais ou se elas nos trarão problemas.

Na minha prática profissional vejo isso acontecer com muita frequência, considero esse fenômeno praticamente uma preocupação geral, uma espécie de “epidemia mental”. Mas o problema maior, na minha opinião é que além de ser endêmico nós pensamos nisso com frequência durante o dia. Pensar isso uma boa parte do dia tem várias consequências para nós. E Esse é o segundo ponto importante aqui. Isso significa que pensamos em nós mesmos durante uma boa parte do dia. E as ações que nós repetimos se tornam condicionamentos, hábitos, o que significa que temos o hábito de sermos um tanto egoístas, pelo menos na maior parte do nosso tempo, já que pensamos quase que exclusivamente nós mesmos.

Uma vez que os hábitos tornam-se com o tempo ações automáticas, coisas que nós passamos a fazer sem pensar, é necessário esforço e empenho de nossa parte para agir de modo contrário eles. Se você se interessou por esse texto provavelmente já passou pela experiência de tentar eliminar hábitos da sua vida e sabe o nível de esforço e atenção que são necessários.

E agora que nós já sabemos a importância do hábito podemos responder à pergunta que nos trouxe até aqui: “mas o que as pessoas vão pensar da sua atitude?” Como as pessoas pensam em sí mesmas a maior parte do tempo, e isso é um hábito, elas muito provavelmente continuarão pensando assim. Então quando alguém te perguntar, “mas o que as pessoas vão pensar da sua atitude?” Você pode responder com convicção: “elas vão continuar pensando em sí mesmas como sempre fizeram…” Ou então: “Não vão pensar nada sobre mim, porque vão estar muito ocupadas pensando em sí mesmas.”

Mas e quando nós tomamos uma atitude e as consequências nesse caso são algumas grosserias e ‘caras feias’ das pessoas? O que você pode falar sobre isso Daniel? Para falar disso precisamos voltar ao mesmo ponto. Se as pessoas pensam em sí mesmas quase que a maior parte do tempo, então reações delas a nossos comportamentos tem como origem a sua própria mente, ou seja, seus pensamentos e sentimentos. Exemplificando: imagine que você teve uma atitude ética, porém pouco convencional, as pessoas nesse caso podem “fazer cara feia” para você por terem ficado desconfortáveis, coisas pouco convencionais trazem a experiência do “novo” o que gera em quase todos, insegurança, desconforto. O desconforto delas tem como fonte o próprios pensamentos e sentimentos delas, elas pensam por exemplo: “as coisas mudaram? Isso pode ser ruim para mim…” Outro exemplo Se a sua atitude te colocou em destaque a reação às demais pessoas, as reações das pessoas podem ser causadas por elas estarem pensando, (sobre sí mesmas é claro) “estou ficando para tráz” o fulano conseguir ser promovido e eu não).

E Então? Não devemos nos preocupar com a opinião alheia?  Um grande passo seria se recordar, no momento em que a preocupação com a opinião alheia surgir, que as pessoas pensam quase que predominantemente, em sí mesmas, e que as reações adversas à sua pessoa, (grosserias) são em grande parte causadas pelos próprios pensamentos e sentimentos dela em relação a sí mesma. Fazer isso tende a diminuir muito a ansiedade e a tendência é que você fique menos inibido a inovar e ser você mesmo. E ao ouvir a opinião dos outros, pergunte-se: ela está demonstrando preocupação real com você ou está pensando em sí mesma, reagindo a seus próprios pensamentos e sentimentos?

A nossa preocupação central deve ser se a nossa atitude é ética, se ela é a expressão de um direito nosso e se ela fere o direito de outros.

Se esse tipo de preocupação te perturba a ponto de ser um problema, de causar prejuízos, perdas de oportunidades interessantes para seu crescimento pessoal ou profissional, reflita sobre o impacto disso na sua vida e se empenhe em mudar.

Se você tiver dificuldades de mudar seu comportamento e persistir aquela sensação que está vivendo uma vida vazia, sem significado, se você se sente como se você não estivesse vivendo ou como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa e não a sua própria, ou se você sente como se não fosse você mesmo por conta desse tipo de preocupação, então crenças profundas podem ser a causa do seu comportamento, e crenças dessa natureza devem ser tratadas por um psicólogo competente.

Como terapeuta tenho grande experiência, e conhecimento, atuo com terapia cognitiva comportamental, uma das abordagens mais eficientes para ajudar as pessoas com dificuldades desse tipo. Se você tiver problemas quanto a localização é possível solicitar atendimento por Skype.

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